O inesperado…

“O inesperado surpreende-nos. É que nos instalamos de maneira segura em nossas teorias e ideias, e estas não têm estrutura para acolher o novo. Entretanto, o novo brota sem parar. Não podemos jamais prever como se apresentará, mas deve-se esperar sua chegada, ou seja, esperar o inesperado. E quando o inesperado se manifesta, é preciso ser capaz de rever nossas teorias e ideias, em vez de deixar o fato novo entrar à força na teoria incapaz de recebê-lo” Edgar Morin. Os sete saberes necessários à educação do futuro.

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Informação. Repertório. Conhecimento. Vida

Referências. Repertórios. Processos de conhecimento do mundo em que se vive. Democratização da comunicação. Acesso.
Estas são as minhas expectativas com relação a um evento que traz a mim um desconforto no seu nome: Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação, que será realizado nos dias 09, 10 e 11 de fevereiro de 2012, na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). O que seria “direito à comunicação”?
Para quem leu leu o livro de Maturana e Varela http://www.4shared.com/office/D1EttOQa/Arvore_do_Conhecimento_Maturan.html e
http://www.prac.ufpb.br/copac/extelar/producao_academica/artigos/pa_a_movimento_realidade_e_autopoiese.pdf, é fundamental discutir acesso, ampliação de direitos como o direito universal de informação ampla, contextualizada e em abundância, espaço para o diverso e o contraditório se manifestar… Tudo isto e muito mais é o que se pode esperar de um evento que contará com a Viração, Giral, Serta dentre outras organizações como menciona Pedro Caribé em http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=8732.
Importantíssima a reunião. Assim como também importantíssimo situar o debate naquilo que é direito de fato já que falar de Comunicação é falar da própria vida e da forma como a vida se desenvolve – estabelecendo conexões e vínculos, transformando-se e transformando o meio.
Acredito que estejamos num momento interessante para discutir o direito universal ao acesso à informação, sua qualidade: possibilidade de produção e transmissão dos indivíduos quanto à sua disseminação. Assim como considero fundamental discutir a produção e disponibilização atual daqueles que se arvoram do ilusório “direito” exclusivo da definição do que poderia ser interessante para os demais indivíduos, disseminando uma cultura avessa à paz, o que não contribui para o avanço civilizatório. De encontros como este obviamente sempre será possível sairmos maiores. Mas o senso de urgência requer uma nova eficácia.
Espero que seja um diálogo superlativo.
Referência: http://www.transcend.org/tms/
Para saber mais
http://endc.org.br/

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É preciso coragem

Quando eu entre no site http://invisiblepeople.tv/blog/ e assisto tantos relatos de homens e mulheres, moradores das ruas estadunidenses contando suas histórias, quando vejo iniciativas como Nation of Change http://www.nationofchange.org/, com seu “jornalismo progressista para uma ação positiva”, me sinto encorajada a imprimir mais ritmo no meu trabalho. Mesmo que ainda uma maioria expressiva não tenha ainda acesso a estas magníficas experiências, mesmo que alguns não acreditem, ações como a deste site estão ocorrendo pelo mundo e, no Brasil, elas abundam em todas as partes.
Viajarei para Natal entre nove e catorze de novembro para conhecer uma delas. http://www.conexaofelipecamarao.org.br/ A Conexão Felipe Camarão. Ponto de Cultura, espaço comunitário socioeducativo, o bairro é abrigado há oito anos por um projeto, cuja coragem de Vera Santana, historiadora que decidiu voltar para sua cidade Natal, após décadas de trabalho que incluiu no currículo o contato com as ideias de Paulo Freire e o trabalho honroso com Darcy Ribeiro, tem colaborado para erigir o projeto que, de acordo com o que está no site:
Atua no bairro a partir de três núcleos estratégicos:
• Núcleo Comunitário de Arte-Cultura
• Núcleo de Educação através da linguagem do Cinema/vídeo (Círculo de Cultura)
• Núcleo de Eventos.
• Pólo de Moda, Estilo e Costumes, Adereços e Figurinos
Relatarei mais em breve, mas entrar em contato com este universo de protagonismo e de protagonistas é encontrar o sonho e, mais, acessar a sua viabilidade.
Mas para isto é preciso coragem, para querer aprender e se abrir para o nosso propósito de vida.
Não é possível que eu tenha nascido apenas para buscar me alimentar, morar em condições mínimas respeitosas e buscar sorrir em alguns momentos da vida.
Fazer isto já é uma tarefa gigantesca para alguns. Eu mesma já me esforcei muito para buscar atender necessidades básicas, mas o sabor da vida está em conseguir dar espaço para que outros o façam.
A coragem agora, para mim, reside em ter competência para proporcionar as horas e horas de estudo, reflexão e desenvolvimento que obtive, dividi-las com quem quiser aceitar compartilhar e me nutrir em contrapartida com seus saberes.

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Um dia para celebrar o exercício da tolerância

A apostila Vamos Ubuntar, de Lia Diskin, e o vídeo Vizinhos, animação de Norman McLaren dão uma força.

http://www.palasathena.org.br/arquivos/conteudos/vamos%20ubuntar.pdf

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Por uma economia cujo centro seja a vida, a comunidade, os saberes e fazeres

Terminei hoje participação em um evento sobre Economia Associativa.

Até sexta-feira, quando este começou, eu pouco sabia sobre este termo, sobre agricultura biodinâmica, sobre Rudolf Steiner, antroposofia etc. etc.

Como estou estudando sobre Economia Solidária, tendo visitado no ano passado várias iniciativas do gênero, como o Banco Palmas, no Ceará, o Banco Bem, no Espírito Santo e o trabalho de Abdalaziz de Moura, em Pernambuco, resolvi conhecer este termo e tentar checar se Associativa tinha ou não relação com Economia Solidária. Afinal, vivo num país em que quer erradicar a miséria e, para mim, a mais importante miséria a ser combatida é a miséria humana, por isto estes temas estão me interessando tanto, inclusive por ser budista (http://www.sgiquarterly.org/feature2011Jly-1.html) e ter um olho nos aspectos humanísticos das ações.

Quando li o programa e vi o nome de Marcos Arruda, me senti ainda mais encorajada em conhecer e tentar entender o que ali seria apresentado, pensado, discutido. http://1ebea.institutoelo.inf.br/. Marcos e a antropóloga Beatrice Gropp, que falou sobre sua experiência em Atibaia, foram convidados, juntamente com os demais palestrantes ligados ao método Waldorf e os conhecimentos de Steiner (http://pt.scribd.com/doc/7010869/Rudolf-Steiner-Economia-e-Sociedade).

Marcos abriu a sessão na sexta, falando da Economia solidária, dando um panorama geral e levantando pontos para a reflexão que se sucederam. Ontem deu detalhes sobre o histórico do http://www.bancopalmas.org.br/ e a Rede de Bancos Comunitários já em 51 localidades do país e terminou com uma mandala de como se organiza uma sociedade no entorno de uma comunidade que trabalha e vive estes conceitos. Hoje ele encerrou, juntamente com outros palestrantes, o evento, que foi permeado pelas apresentações de Christopher Houghton Budd, inglês historiados de economia http://www.christopherhoughtonbudd.com/welcome/biography/, que traçou a trajetória da economia mundial e os conceitos, apoiado na obra de Rudolf Steiner, que desenharam a atual crise, desde Aristóteles, passando por Adam Smith, dentre outros, até os dias de hoje e avançando numa reflexão sobre perspectivas de mudança para novas formas de ser e estar no mundo para gerar impactos novos a partir de novos paradigmas.

Confesso a grata surpresa que estou percebendo em conhecer estes termos, os 5 casos apresentados e a felicidade de ver o quanto o debate sobre a “crise mundial” está presente nas pessoas. Somente neste evento há pelo menos umas 100 pessoas, inclusive mães e pessoas de áreas as mais diversas, além de economistas como Álvaro Musa e outros.

Ainda inconclusivo meu pensamento a respeito, mas curiosa em aprender mais, penso importante conhecer esta ebulição criativa e a percepção da premência de diversos setores da sociedade em poder criar alternativas aos modelos vigentes.

Vi cases da Escola Aitiara, em Botucatu e aí se percebe um característica, seja na Economia Solidária, na Associativa ou outros modelos como o do Serta, em Pernambuco, http://www.serta.org.br/, o Serviço de Tecnologia Alternativa, que trabalha a permacultura, o cuidado da manutenção do homem no campo e o preparo de seus filhos para estudarem em Recife ou outras capitais, mas regressarem para sua cidade Natal e ali desenvolverem-se como membros atuantes daquela sociedade, como é o caso do Giral http://www.giral.org.br/quem_somos.php – assim como também percebi ao visitar a experiência em Vitória, ES, do Banco Bem http://www.youtube.com/watch?v=4E3J_VY7RMs. Todos estão ligados a uma forma mais inclusiva e compartilhada de olhar para o lugar onde se mora e decidir conjuntamente quais as possibilidades e recursos internos daquela comunidade, suas necessidades básicas como seres humanos e a busca do seu atendimento de forma prática, ao mesmo tempo olhando para os impactos futuros daquelas decisões.

Estou elaborando pensamentos e em breve escreverei mais a respeito.

Outras referências

http://youtu.be/qk9gRVaupFE

http://www.fbes.org.br/

http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/secretaria_nacional.asp

http://www.nonviolent-conflict.org/

http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-consumo-e-trabalho-na-crise-…
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=1129
http://www.sgiquarterly.org/news2007Jly-5.html

http://www.oxfordscholarship.com/oso/public/content/philosophy/9780195180992/toc.html

P.S. – Notícia quente
Ainda sobre o tema Economia solidária, acabo de saber que vai chegar ao Brasil nos próximos dias o livro, que já está disponível nesta livraria de Portugal, Economia Solidária: Questões Técnicas e Epistemológicas, em que um dos textos sobre os Clubes de Troca e sua importância para um modelo crítico emancipatório de consumo, da excelente Luciane Lucas (citada em minha observação anterior http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/12/01/integra-consumo-e-trabalho…)

http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=15681
Economia Solidária: Questões Teóricas e Epistemológicas
Organização: Pedro Hespanha, Aline Mendonça dos Santos
Editora: Almedina
Colecção: Colecção CES
Tema: Série Políticas Sociais
Ano: 2011
ISBN 9789724046075 | 264 págs.

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